Eterno Retorno do Mesmo
Ele acordava muito cedo, dava um beijo na mulher e nas crianças. Ele tomava café, pegava suas ferramentas e saía para trabalhar.
Ele trabalhava a manhã toda e costumava almoçar com os amigos numa pequena taberna próxima à oficina.
Ele descansava com seus amigos enquanto ouvia uma música de algum cancioneiro da terra, enquanto era embalado pelo balançar da rede: a sesta do Norte.
No fim da tarde, ele se despedia dos amigos e corria para casa. Quando ele chegava em casa pegava a mulher e as crianças para ver o pôr-do-sol sentados na praia do Rio Negro.
Ele gostava de respirar profundamente o ar que vinha do rio. Ele enchia os pulmões e as crianças o imitavam.
Ele olhava a mulher, a mulher o olhava. Movimentos que fechavam a bela imagem do pôr-do-sol, este nobre Astro dependente de nossos olhares.
Ele, a mulher e as crianças voltavam para casa cantando canções folclóricas. Ao chegarem em casa jantavam peixe.
Depois da janta, ele sentava numa espreguiçadeira na varanda enquanto a mulher vinha num balanço peculiar sentar-se em seu colo e recostar a cabeça em seu ombro, enquanto as crianças brincavam aos seus pés.
Esse dia é a beleza do Eterno Retorno do Mesmo promovida pela vontade de potência presente em todos nós.