Eu sou o Rio

Quando a velha república

Era nova, o futuro país do futebol e do samba

Andava meio bamba.

Esse livro fala de crítica,

sempre fomos o país das tretas políticas.

O Brasil mostrou sua cara.

Político tem que levar surra de vara.

O grupo de leitura agora é folclórico.

Muito respeitável o nosso histórico.

A mãe do Isaías é a mula sem cabeça?

Ajudem o protagonista antes que ele enlouqueça.

Na época em que não havia muitos condes.

Isaías caminha...

Entrando e saindo dos bondes

Com saudades da sua cidadezinha.

Isaías com a política fica confuso.

Como é que pode existir um rebelde conservador?

O mundo gira igual a um fuso,

Nele, ninguém fica sem sua dor.

Jornal O Bobo

Primeira e última edição.

Esse jornal parece a casa da mãe Joana.

Devia se chamar: "Foi a Pátria que Pariu."

O gramático corrige: "Letra B de banana."

"Escreveram jornal com U no final da palavra, você viu?"

Muito cacique para pouco índio.

Implicaram até com os idílios.

Falta de juízo desmanda.

Todo chefe é amigo do capeta, então manda.

Sociedade também não ajuda, parece uma zona.

Na cidade maravilhosa

Fofoqueiros vivem em polvorosa.

"Não vai ter próxima edição?"

Não...

Aqui, a chefa é mandona.

Esse livro é um achado.

O Rio do Lima não é o Rio do Machado.

Onde ele se esconde?

Discórdia para todo lado.

Eu também queimaria o bonde...

Queria ter asas.

Senti saudade de casa.

Ninguém controla a vida.

Não se passa por ela sem feridas.

Às vezes parece um rolo

Compressor essa busca do nosso ouro de tolo.

Telly Martins

Telly S.M. poeta e escritor underground das redes sociais.

Escrevo porque o universo não conspirou a favor.

Por último, mas não menos importante, poeta do canal Bruna e Livros no Youtube.

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