O Tom e a Lamúria

7 de abril, 1928

Gosto do cheiro que ela tem
Não há igual a ninguém
Agora meu irmão para de chorar

Você faz tanta falta para mim.
Como se pode viver assim
Agora meu irmão para de chorar

O azar aqui ficou
Seu nome agora mudou
Agora meu irmão para de chorar

Me incomodou aquele som
A fúria em mim nunca tem um fim
Agora meu irmão para de chorar


2 de junho, 1910

O tempo indeciso
Me deixou ferido
O tempo decidido
Dói igual um dente siso
Quanto tempo falta
Quanto falta ou faltará
Para o que desata
A dor que matará

6 de abril , 1928

Não existe ninguém mais injustiçado do que eu
O todo mundo no mundo todo me deve
Maldito todo aquele que toca no que é meu
Minha fúria ferve


8 de abril, 1928

Todos sem ter meu sangue criei como se fossem meus
Filhos Eu vi o primeiro
E o derradeiro
Se você não tem amor por eles eles nunca foram seus

Telly Martins

Telly S.M. poeta e escritor underground das redes sociais.

Escrevo porque o universo não conspirou a favor.

Por último, mas não menos importante, poeta do canal Bruna e Livros no Youtube.

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