E se a verdade fosse uma mulher?

E se a verdade fosse uma mulher? Certamente, poderíamos dizer que os filósofos não foram e não são tão hábeis em conquistá-la. Isso porque, os filósofos sempre tentaram dominá-la, fazer dela um dogma. E a mulher, a verdade, não se deixa ser dogmatizada. É uma mania a crença entre os filósofos de ser possível reduzir a mulher num único conceito, a verdade num único conceito, numa ideia fixa, como tentam fazer os movimentos radicais que dissimulam a luta em prol da mulher, em prol da verdade.

Tudo isso não passa de um grande engodo. Tudo isso construído de maneira frágil, um amontoado parvo de crendices populares, malabarismo da linguagem e conclusões fracas que se resumem na tentativa de autoafirmação com objetivo de dominação coletiva.

No entanto, podemos usar essas crendices filosóficas para tomarmos um novo impulso, ou seja, impulso para superar ideias que pretendem nos dominar como dogmas absolutos.

E é justamente essa ideia absolutista sempre presente em todos os movimentos radicais e totalitários o maior problema para a libertação do indivíduo. A ideia de um Bem absoluto ou o “lado certo da história” que criou coletividades supremas que ignoram o indivíduo. 

O indivíduo, o espírito livre, precisa superar essas ideias absolutas, afirmar sua individualidade. Todas essas ideias dogmáticas do passado e do presente devem servir como força, vontade de poder, para o espírito livre. Vontade de superá-las e diante de uma nova liberação poder construir seu próprio destino em busca de objetivos para além do bem e do mal.

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A Mulher que Pariu um Livro (uma composição sem filosofia)